Amor Eterno
Amada, eu nunca a vi em minha vida,
mas busquei-te sempre, por todos cantos,
com a alma rota, em redobrados prantos,
como a recobrar-se de outrora despedida.
Amada, e nem sei sequer quem és,
E tampouco buscava ou cria no amor,
Por tantos enganos d’alma e tanta dor,
e eis me aqui, com lagrimas a teus pés.
Amada, e já se foram tantas primaveras,
na saudade imensa dos tempos que não vivi,
ansiando sempre em sonhos reunir-me a ti,
e reviver o amor que vem de outras eras.
Amada, e em meus dias já pesa a idade,
mas tenho a fé em mim transformada,
que serás querida, por mim amada,
de novo e sempre, por toda eternidade.
I.N.
19 de abril de 2010